domingo, 28 de setembro de 2008

Chuvas alagam o bairro central de Feira

Na Kalilândia as ruas cobertas pelas águas ...



somente os veículos podem transitar no bairro


As chuvas que caíram, na manhã de hoje, sobre Feira de Santana serviram para mostrar que o bairro da Kalilândia não possui a infra-estrutura necessária para suportar os temporais. O sistema de drenagem de águas pluviais é insuficiente para conter o volume das águas dos dias chuvosos. Os investidores e moradores da Kalilândia pagam um valor alto pelo Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU. Ainda assim, a administração do prefeito José Ronaldo de Carvalho não vê como prioridade executar mais obras de infra-estrutura no bairro, que é o mais central da cidade e possui instaladas empresas dos mais diversos segmentos, além de condomínios verticais de luxo.

Não existe prioridade. Recentemente, ao conceder entrevista para a Rádio Sociedade de Feira, o secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, comentou que não tem perspectivas de obras para o bairro e que a instalação do sistema de esgoto já tinha sido realizada, em parceria com a Empresa Baiana de Saneamento e Águas – Embasa. Realizar obras de calçamento e asfaltamento pela cidade, sem que exista infra-estrutura de esgotamento pluvial, é permitir que o dinheiro público escorra pelo ralo da incompetência. Mais do que nunca, fica claro que a marca do Governo Princesa do Sertão são as obras “maquiadas” e sem planejamento. E as chuvas de hoje provaram isso.

No entendimento de Ana Paula Pereira, diretora da Central Imobiliária, a Kalilândia possui o metro quadrado mais valorizado da cidade. Entre as vantagens Ana Paula aponta que é central e tranqüilo ao mesmo tempo. “É um bairro prestador de serviços, que atrai cada vez mais novos negócios, tais como restaurantes, clínicas e agências de publicidade”.Ana Paula Pereira ressalta que algumas empresas fizeram altos investimentos porque acreditam no potencial do bairro. Ainda segundo a consultora, a falta de infra-estrutura da Kalilândia é inaceitável. “Não podemos entender como a situação não sensibiliza a administração municipal”, protesta Ana Paula e ressalta que a Kalilândia nos últimos cinco anos foi que o bairro teve o seu maior crescimento.

O publicitário Moacir Mansur de Carvalho, diretor da agência Cidade, conta que foi o posicionamento geográfico do bairro, estando próximo do centro sem estar dentro do centro, que influiu na sua opção de instalar sua empresa ali. Reconhece que a infra-estrutura ainda é precária.¨Veja que as chuvas de hoje deixaram as ruas totalmente alagadas”.

Já Éria Araújo, do restaurante Spacca Napoli, conta que não esperava que “enfrentaria problemas com o alagamento das ruas nos dias de chuva. “Não podemos aceitar esta situação”. Quem também optou por mudança foi a fisioterapeuta Rosangela Souza, da clínica Reab. “Mudamos para cá e agora temos um novo problema. As chuvas alagam as ruas e impedem o acesso dos nossos clientes”, explica e faz sua crítica. Segundo Tanira Nobre, gerente da empresa Jus Podvim, o público precisa de espaço pra estacionar e as chuvas mostraram que este problema vai afastá-los. Opine sobre as chuvas da manhã de hoje. Faça seu comentário ou envie seu protesto para
wilsonmário@oi.com.br.


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